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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Antigamente, em maio, eu virava anjo.
A mãe me punha o vestido, as asas,
me encalcava a coroa na cabeça e recomendava:
‘Canta alto, espevita as palavras bem’.
Eu levantava vôo rua acima.

Adélia Prado

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Amor pra mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor. Dar a liberdade dele existir ao meu lado do jeito que ele é.

Adélia Prado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dor não tem nada a ver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável. Cada dia mais rica de humanidade.
Adélia Prado

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas.
Adélia Prado

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A vida é assim, Senhor?
Desabam mesmo pele do rosto e sonhos?
Adélia Prado

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amor pra mim é ser capaz de permitir
que aquele que eu amo exista como tal,
como ele mesmo.
Isso é o mais pleno amor.
Dar a liberdade dele existir
ao meu lado
do jeito que ele é.

Adélia Prado

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

(...) e que morra a puta que pariu minha tristeza.
Adélia Prado

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.

Adélia Prado

sábado, 21 de agosto de 2010

Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.

Adélia Prado

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço,
mas que eu tenho aprendido a respeitar,
cada vez com mais fé e liberdade.
Adélia Prado

domingo, 16 de maio de 2010

"Eu tenho a esperança que nada se perde, tudo alguma coisa gera.O que parece morto, aduba... O que parece estático, espera."
Adélia Prado