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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

 E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Endureci um pouco, desacreditei das coisas, sobretudo das pessoas e suas boas intenções.

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento.
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio (...)

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tô resolvendo umas coisas aqui viu, esses negócios de sentimentos 
demonstrados demais meio que estraga.

Caio Fernando Abreu

domingo, 26 de maio de 2013

E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. 
Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo.clique aqui 
Caio Fernando Abreu

sábado, 18 de maio de 2013


… tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.

Caio Fernando Abreu

domingo, 28 de abril de 2013

Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa.
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão. Tô com saudade.

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 21 de março de 2013

Dói. Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver. Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos, no coração. Está em toda parte.
Caio Fernando Abreu

domingo, 10 de março de 2013

Acorda! Tem gente furando a fila e sendo feliz no seu lugar.
Caio Fernando Abreu

sábado, 9 de março de 2013

Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.
Caio Fernando Abreu

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Hoje eu queria estar só.
Mas não sozinho. 
Só contigo.

Caio Fernando Abreu

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva.

Caio Fernando Abreu

domingo, 27 de janeiro de 2013

Oro a Deus não pedindo cargas mais leves, e sim ombros mais fortes. E tenho repetido que no que depender de mim, me recuso a ser infeliz.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez, ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ele volte. Ou não.
Caio Fernando Abreu

domingo, 13 de janeiro de 2013

Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, tempo, paciência e sentimento.

Caio Fernando Abreu
Deus, afasta de mim os venenos diários de quem não me acrescenta, só me diminui.
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso.
Caio Fernando Abreu

domingo, 6 de janeiro de 2013

Odeio circo. Aliás, odeio tudo que me encanta e depois vai embora.
Caio Fernando Abreu